Mudança no percurso da Corrida Internacional de São Silvestre em 2011
Se olharmos os últimos 20 anos da corrida de rua no Brasil, veremos que, em muitos casos, a corrida amadora se tornou alvo de duas situações divergentes e que não se combinam, quando comparadas a Número, Gênero e Grau, ou seja; ela é uma fonte inesgotável de renda para algumas empresas de mídia e eventos, além de poder se tornar um empecilho aos outros eventos mais lucrativos.
Se considerarmos que o estresse, fruto do trabalho desenfreado, causado às pessoas, nos grandes centros populacionais, partiremos do pressuposto de que todos os corredores juntos, formam uma gigantesca e invencível massa humana, procurando seus direitos de viver em paz e melhor. Mas, nem a tradição e nem o bem estar, tão somente, podem vencer os sólidos obstáculos impostos pelos mediadores entre corrida e população.
A verdade é que, se analisarmos o passado, quando tive o privilégio e a oportunidade de correr a minha primeira seletiva para a Corrida de São Silvestre de minha vida, nos idos de 1977, no saudoso horário das 23:30 horas do dia 31 de dezembro, a história deste evento se dava pela conquista atlética, esportiva, recreativa e de superação. Num percurso excelente, de privilégios atribuídos aos corredores, como exemplo das mais fortes nações esportivas, que coroavam os triunfos de atletas, corredores, cegos e demais participantes, que tinham nesta prova, o desejo forte de se ver feliz, suar em meio a comemoração do final do ano e incio do próximo.
Era uma época de felicidades, de argumentos fortes pró esportes e toda a festa era justificada pela inscrição grátis e ou barata, que mantinham a tradição e a possível inclusão de um pais forte, ao cenário das Nações Olímpicas.
Tudo isto se perdeu pelo avanço do capitalismo desenfreado no mundo, fazendo-se valer, primeiramente, pelo valor monetário da inscrição e depois, dos valores infinitos, descabidos e ignorados por todos que não tivessem ligação minima com o cenário politico do mundo corrida e da politica.
Corredores do Brasil e do mundo, correr é muito mais do que fortalecer a festa. É fazer valer a sua participação, é correr pelo suor justo e saudável, é fazer valer a tradição dos percursos, onde se pode planejar e no ano seguinte, ver melhorar a sua marca, como antigamente, e não fazer esvaziar a casa, em detrimento a festa politica da avenida paulista, onde a festa é substituída por; quem grita mais pode mais e os que ainda creem no espetáculo maravilhoso da festa de final de ano, ve-se em meio a loucura desenfreada de milhares de pessoas que nunca sentiram o valor da tradição de uma nação que se perde no carnaval do dinheiro fácil e louco.
Valeu a festa, valeu a pretensão, mas desejo mais do que isto, desejo a festa e a confraternização.
Por favor, passem esta mensagem para tantas quantas pessoas possam passar e vamos defender a corrida como fonte inesgotável de saúde Física e Emocional
Valeu a todos
Abraços e Muita Corrida